Apresento-me como um observador. Um transformador de imagens, dores, memórias e de tudo que vê ou sente em palavras, "ditas ou malditas". A poesia é democrática. Porém, quem desafia o mundo com a caneta deve pôr-se à prova dos olhares.
Ser poeta é uma conquista que nasce do labor renitente. Procurei neste trabalho resumir 08 (oito) anos de produção do que digo ser poesia (1999-2007). É o resultado de uma seleção que contempla várias fases do que fui, em segundos, meses ou anos. Daí que posso explicar uma certa idiossincrasia no todo do livro,
um flutuar entre partes do meu mundo, criado em mim e que coloco a público. As outras contradições ou imperfeições devem ser remetidas à qualidade da própria obra. Espero profundamente dizer algo para o leitor. Que ao abrir este livro,
pousa no ar a estética da cidade quem a vê? Qual de nós terráqueos entre pedras e argamassas arames e ferros retorcidos... … qual de nós gente entre desiguais é capaz de entender a a divisão das ruas indivisas o monstro que nos separou em pessoas?
eduardo borges Teresina, 20.04.2011
BUEIRO ei-lo posto ao chão vácuo árduo discreta boca sem dentes fechada aberta às águas ponto obscuro traquéia ácida para onde seguem as pessoas e suas sombras (nossos pés nas noites perdidas?)
eduardo borges Teresina, 18.04.2011.
domingo, 13 de março de 2011
Seguindo uma estranha lei da física
No mais das vezes a felicidade costuma
Não ocupar dois lugares ao mesmo tempo
(Eduardo Borges
Teresina -11.03.2011)
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Das paredes que falam
A senhora das culpas Atravessa o corredor taciturna. O muitos anos teceram cinzas Em seus olhos de mar turbulento.
Eduardo Borges Teresina, 07/02/2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Vivo minhas horas sem pensar muito Algo automático move o tempo que rodeia Gosto de saber que pulso ainda que inconsciente O mais é floresta, guerras, revoltas e levantes da alma
Eduardo Borges Teresina, fev/2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
eu perdido em mim
outro dia outra hora
o mesmo corpo morto
o quê há de mim agora
eu e tu, nós e vós
amanhã na mesma hora
outro corpo outro eu
o quê de mim foi embora
Eduardo Borges (15/10/2010)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Eu te disse mil vezes que desconhecia a vida e mil vezes desconfiastes que mentia
(Eduardo Borges - novembro de 2010 Teresina)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quero não ter medo quero nunca temer dizer qualquer palavra solta ou viver as poucas horas do dia
Eduardo Borges Teresina, 08.11.10
domingo, 26 de setembro de 2010
No Cerrado
Na chapada do curisco A lua é grande e cheia Invade a cidade morta E todos dormem profunda- mente