Em teus olhos cabe o mundo
todas as cores humanas
entre o branco e o castanho
do teu corpo nu
Em teus olhos cabe o mundo
a inconsciente dor das ausências
eu não existo em ti:
sou a sombra do teu corpo nu
Em teus olhos cabe o mundo
e não vês as tortuosas curvas
que te cercam e me matam
ao lado do teu corpo nu
eduardo borges
barcelona, 10/03/2010
domingo, 15 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
OMISSÃO

Calar-se
é matar a palavra
que brota
na hora da
alma.
Sangrá-la
entre os dentes já
desgastados
pelo
tempo.
A palavra
- signo invisível -
não morre,
apenas desa-
parece
dos
ouvidos
para em nossas
mentes
vibrar
como
um
sino,
uma sina.
Mato a palavra
Num canto do mundo,
surdo
aos clamores,
curto de compaixão,
curdo entre montanhas –
Fixo a mira
e atinjo o poema
antes de macular o mundo,
prestes a vomitá-lo
no banheiro
da casa.
(03.08.02)
Eduardo Borges
quarta-feira, 20 de abril de 2011
domingo, 13 de março de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
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