sábado, 29 de janeiro de 2011






eu perdido em mim

outro dia outra hora

o mesmo corpo morto

o quê há de mim agora


eu e tu, nós e vós

amanhã na mesma hora

outro corpo outro eu

o quê de mim foi embora


Eduardo Borges
(15/10/2010)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010




Eu te disse mil vezes
que desconhecia a vida
e mil vezes desconfiastes
que mentia

(Eduardo Borges -
novembro de 2010
Teresina)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010




quero não ter medo
quero nunca temer dizer
qualquer palavra solta
ou viver as poucas horas
do dia

Eduardo Borges
Teresina, 08.11.10

domingo, 26 de setembro de 2010





No Cerrado





Na chapada do curisco
A lua é grande e cheia
Invade a cidade morta
E todos dormem profunda-
mente



Eduardo Borges
Teresina
26/09/2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010







DEMÊNCIA



Perdi a palavra
Num canto da casa
Na esquina, na rua
Na madrugada que
Nunca acaba

Eduardo Borges
Teresina, 23/09/2010

FINAL







Bom, sem nenhum pedido encerra-se o a oferta de brinde do livro Sussurros. Nunca houve pretensão maior do que somente expor palavras. Este é o final.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

BRINDE "SUSSURROS" !





Ainda restaram algumas caixas de exemplares do livro SUSSURROS, encostadas nos cantos do meu apartamento. Provavelmente o mesmo acontecerá com minha outra/próxima publicação.
Assim, estou presenteando os primeiros 20 (vinte) leitores deste Blog que desejarem o trabalho com o envio de 01 (um) exemplar de SUSSURROS. É só manifestar o desejo de receber o livro usando a ferramenta comentar esta postagem. Depois o leitor deve enviar o endereço para onde o livro seguirá para o e-mail eduardojuma@hotmail.com
A lista de solicitação será seguida a risca, não sendo estipulado tempo mínimo para a entrega.
Valeu!

sexta-feira, 9 de julho de 2010





Fisiologia dos meus pés




A cidade tem cabeças,
Tronco e membros,
Sexo, opiniões, mortos,
Caminhos traçados,
Calçadas curtas,
A cidade tem a minha altura.

Teresina, 26/02/08
(Eduardo Borges)

sábado, 8 de maio de 2010




Sou frágil aos teus pés
Pedaço de cristal que
Te espelha e por isso
- só por isso - se torna
Inteiro, aos teus pés


Eduardo Borges

quinta-feira, 15 de abril de 2010





Aqui tudo é pedra, água e cimento
“Aplico a relatividade como sobrevivência”
A carne que passa ao lado, sua sapiência,
É antes argamassa, ferro, em movimento.

Eduardo Borges
08/abril/2010
Barcelona - ES