quinta-feira, 23 de setembro de 2010

FINAL







Bom, sem nenhum pedido encerra-se o a oferta de brinde do livro Sussurros. Nunca houve pretensão maior do que somente expor palavras. Este é o final.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

BRINDE "SUSSURROS" !





Ainda restaram algumas caixas de exemplares do livro SUSSURROS, encostadas nos cantos do meu apartamento. Provavelmente o mesmo acontecerá com minha outra/próxima publicação.
Assim, estou presenteando os primeiros 20 (vinte) leitores deste Blog que desejarem o trabalho com o envio de 01 (um) exemplar de SUSSURROS. É só manifestar o desejo de receber o livro usando a ferramenta comentar esta postagem. Depois o leitor deve enviar o endereço para onde o livro seguirá para o e-mail eduardojuma@hotmail.com
A lista de solicitação será seguida a risca, não sendo estipulado tempo mínimo para a entrega.
Valeu!

sexta-feira, 9 de julho de 2010





Fisiologia dos meus pés




A cidade tem cabeças,
Tronco e membros,
Sexo, opiniões, mortos,
Caminhos traçados,
Calçadas curtas,
A cidade tem a minha altura.

Teresina, 26/02/08
(Eduardo Borges)

sábado, 8 de maio de 2010




Sou frágil aos teus pés
Pedaço de cristal que
Te espelha e por isso
- só por isso - se torna
Inteiro, aos teus pés


Eduardo Borges

quinta-feira, 15 de abril de 2010





Aqui tudo é pedra, água e cimento
“Aplico a relatividade como sobrevivência”
A carne que passa ao lado, sua sapiência,
É antes argamassa, ferro, em movimento.

Eduardo Borges
08/abril/2010
Barcelona - ES

quinta-feira, 25 de março de 2010






Não pertenço às tuas mãos
Nem mesmo ao teu esgoto
Tua saliva escura e ácida
Que há séculos desce para
Algum rio também antigo
Como tu, cidade suicida
Somos dois velhos emparedados
Sob os ventos do norte – o tempo
Não nos incomoda mais –
Esquecidos em nossa dependência
Um do outro, eu e a cidade velha,
Das velhas estórias libertárias e cruéis
Nossas faces negras de um sol distante


(Eduardo Borges - Barcelona)

segunda-feira, 15 de março de 2010

meu frio interior






Eu nasci em tempo de inverno

Em minha terra isso significava chuva

Nuvens cinzas e poucos graus a menos

Comigo nascia muito do verde nas casas

Entre elas, em suas faces, nos chãos

Havia semente de tudo e tudo morria

Poucos meses depois com a seca, o inferno


(Eduardo Borges - Barcelona/ES - 15.03.10)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010





A ânsia do vômito precede a liberdade.
Escolhi a solidão, a ambição revolucionária.
É a enseada dos medos que destrói a carne, e
Os dias são o espelho da máscara mortuária.
 
Nasci oposto a Gonçalves Dias, preso à mesma cidade:
O banzeiro, a lua distante, a rota portuária.
Eu resulto do nada que me revelou a ignóbil sanidade.
Foram eles, os poetas, os assassinos da ordem planetária.
 
Engulo a ânsia e o vômito, e acolho a falsa sobriedade.
Reservo às muitas culpas minha alma sectária:
O livro escondido, a preguiça inteira, a inerte veleidade.
Tudo mata, tortura e faz viver o espírito paria.
 
Há toda espuma de maré em minha eterna cumplicidade
Com a tormentosa dor negligente, vil e solitária.
Renasço na hipocrisia das horas turvas da estranha idade.
A angústia, meu tormento, ainda viva, ainda tonta, ainda libertária.
 
 
Teresina, 22/12/2009.
 
Eduardo Borges
 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010







Caça aos sete mares



Busco algo
que desconheço,
as costas de um desejo,
o outro lado do espelho.

Eduardo Borges

01/02/2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010






Eu não fugi, como tu
(Para Creuza)

Minha mãe negra
Foi negra fujona.
Não foi daquelas “pai joão”.
Viveu em senzala
E foi amarrada ao tronco
Por dez anos - e era noite!

Minha mãe negra morreu
Fugindo das algemas.
Foi teimosa a negra,
Na cozinha da
Casa grande
Por 40 anos!

Minha mãe negra fujona
Foi para a floresta!
Capitão do mato pegou.
“Cadê mãe negra?” – perguntei.
Fugiu para nunca mais, minha mãe...

Eduardo Borges
14/8/08
Teresina